Vale a pena contratar um médico assistente e como remunerá-lo?

Sumário
Faz sentido quando a sua agenda está com ocupação alta e recorrente, existe demanda represada e há espaço físico ocioso em algum turno. E o modelo de remuneração precisa ser definido antes da contratação, por escrito, porque acordos ajustados depois da chegada do profissional são a principal origem de conflito e de saída precoce.
Quais sinais mostram que chegou a hora?
Três, e eles precisam aparecer juntos. Ocupação da sua agenda acima de oitenta e cinco por cento por pelo menos três meses seguidos. Fila de espera real, com pacientes aguardando mais do que você considera aceitável. E estrutura disponível, sala e equipe, em horários que hoje ficam parados. Contratar por antecipação de demanda, sem esses três sinais, transforma um custo fixo novo em pressão de caixa imediata.
Quais modelos de remuneração existem?
Basicamente três. Percentual sobre produção, em que o médico recebe uma fatia do que gera, e o consultório assume estrutura, equipe e captação. Valor fixo por período de atendimento, com previsibilidade para os dois lados e risco concentrado no consultório. E modelo misto, com um fixo menor mais variável por produção acima de uma meta. A escolha depende de quem traz o paciente: quando a captação é do consultório, o percentual repassado precisa ser menor, porque a estrutura carregou o custo de trazer aquele paciente.
O que precisa estar no acordo desde o primeiro dia?
Percentuais e forma de cálculo, o que é descontado antes da divisão, quem é dono da base de pacientes, prazo de aviso para saída, regras sobre atendimento a esses pacientes depois de uma eventual saída e o padrão de protocolo que o profissional se compromete a seguir. Consultório que combina isso verbalmente costuma descobrir o custo dois anos depois.
Onde fica o ponto de virada
A virada acontece quando o médico simula, em números, o resultado do consultório com o novo profissional em três cenários de ocupação: baixo, médio e cheio. Se o cenário baixo inviabiliza o caixa, a contratação está prematura ou o modelo está errado. Montar essa simulação exige custo por hora de estrutura, margem por serviço e projeção de rampa, e é justamente o que costuma ser feito de cabeça.
Resumo
- Os três sinais precisam aparecer juntos: agenda cheia, fila real e estrutura ociosa em algum turno.
- Quem traz o paciente define o percentual justo: captação do consultório significa repasse menor.
- Acordo escrito antes da chegada evita o conflito que aparece dois anos depois.
Antes de contratar, você já simulou o resultado do consultório no cenário de ocupação baixa? Fale com a Destak para fazer essa conta antes da decisão.
Palavras-chave
- #médico assistente


